segunda-feira, 18 de junho de 2012

A questão da herança


Caro leitor; se você é um libertário, ou simplesmente conhece a natureza do libertarianismo, deve saber que prezamos muito pela meritocracia. Caso não saiba o que a meritocracia é, permita que eu o explique. Meritocracia nada mais é que a política do mérito, do merecimento, onde o que você ganha é proporcional ao que você trabalhou.

Os benefícios que a meritocracia traz para a sociedade, quando levada a sério, são excelentes, para não dizer fundamentais. Quando não há meritocracia, ou seja, quando todos são recompensados da mesma forma - mesmo quando há alguns que trabalharam mais que outros -, os que trabalharam mais começarão a se perguntar “por que devo dar duro se de qualquer maneira vou receber o mesmo que aquele vagabundo ao lado?”; logo, os trabalhadores irão entrar em um completo estado de vadiagem no trabalho, onde competirão para ver quem trabalha menos, o que por sua vez irá gerar produtos mais caros e de qualidade duvidosa.  

Explicado o que é a meritocracia, vamos ao ponto central desse texto: muitos críticos da ordem social argumentam que a herança é um atentado à meritocracia, uma vez que ela permite que pessoas que trabalharam pouco – ou quase nada – recebam quantias enormes de dinheiro de seus pais; sendo assim, a herança fere a meritocracia a partir do momento em que pessoas que trabalharam pouco recebem grandes quantias monetárias.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nada é mais democrático que o mercado


Como foi dito no meu texto anterior A Faláciada Democracia, a democracia como é entendida por “governo de todos” não passa de um mito e uma falha lógica do ponto de vista filosófico. Isso se dá, como eu disse antes, por dois motivos principais:

      1)      É impossível criar um governo que atenda as exigências de todos. Isto ocorre porque as pessoas divergem entre si e há opiniões que são impossíveis de conviverem com outras, e eleições fazem apenas com que a preferência de uma maioria, muitas vezes ridiculamente maior, seja atendida.

     2)      O governante pode faltar com suas promessas. Tal fato não é raro, basta olharmos para qualquer político alguns meses após sua eleição e veremos que ele está muito longe de cumprir o que havia prometido. O que por sua vez irá tornar a democracia conveniente apenas para o governante.

Com base nos dois motivos citados acima, podemos concluir que uma instituição é democrática quando atende as exigências de todos e não de uma maioria; e colateralmente, não crie uma situação favorável a apenas um individuo; também concluímos que a natureza do Estado não é democrática porque ele não atende a essas exigências. Definida a democracia (não referente a governo, mas a sua essência) vamos agora à definição de mercado.

Do ponto de vista econômico, o mercado é o lugar (não necessariamente espacial) onde há pessoas vendendo bens e serviços e pessoas dispostas a comprar tais bens e serviços, em outras palavras, é o lugar onde o interesse dos compradores se encontra harmonicamente com a oferta dos vendedores. Há ainda o pormenor de que o mercado que aqui nos referimos é o livre mercado, não um mercado controlado por uma ordem governamental, tampouco influenciado pela mesma. É um mercado livre de burocracia, impostos baixos (até mesmo inexistentes), onde comerciantes podem entrar nele quando bem entenderem a fim de venderem seus produtos e serviços.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A falácia da Democracia


Aclamada de intelectuais a analfabetos funcionais, a democracia é vista por todos como a melhor forma de governo que existe. Este governo descrito como o “governo de todos” é defendido como se fosse um dogma, ou melhor, como se fosse uma santidade em forma de instituição; ai daquele que ousar pronunciar palavras que critiquem essa modalidade governamental sob a pena de ser taxado como louco e indecoroso por faltar com respeito àquele governo tão batalhado pelos cidadãos de outrora.

Entretanto, informo aos leitores desse texto que quero me prestar a tecer algumas críticas a esse modelo de governo tão aclamado pela imensa maioria das pessoas, acredito eu até mesmo pela maioria de vocês, caros leitores. Descreverei em tópicos os dois motivos pelo qual a democracia é digna de crítica e o porquê dela não ser tão merecedora de nossos elogios e defesas.

1º A falácia do governo de todos        

A democracia é defendida mundo afora, como eu já disse, como o governo de todos, onde todos possuem suas vontades e preferências políticas atendidas. Pois bem, esse é o defeito da democracia mais fácil de ser percebido. A democracia de longe não é o governo de todos porque a vontade de todos não pode ser atendida, sendo assim, votamos em políticos que irão representar nossas vontades e opiniões no campo da política, sendo que aqueles que possuem a maior parte dos votos será o vencedor.

A democracia deixa de ser o governo de todos quando a maioria passa a decidir quem deve ou não governar, sendo que as medidas desse governante (que se assemelhas às vontades e opiniões da maioria) irão entrar em esferas até mesmo da vida particular da minoria, o que por si só seria inaceitável. Os impostos dos eleitores minoritários serão usados para projetos que ele de longe não dão o menor apoio. Em outras palavras, a democracia é uma ditadura da maioria. Isso sem falar de casos onde o governante é eleito por uma maioria que possui uma diferença ridícula da minoria, não é raro vermos casos onde o eleito é alguém cujos eleitores representam apenas 51% do eleitorado total. Em outras palavras, um governo de eleito por apenas 1% de diferença vai influir em esferas da vida pública e privada de todos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O que se passa na mente de um revolucionário de faculdade?


Se você cursa faculdade, provavelmente já se encontrou com ele, seja nos corredores ou até mesmo na sala de aula, dependendo do seu curso na faculdade. Seu estereótipo pode não ser muito previsível como de costume em outras épocas, mas seu intelecto e ideologia são inconfundíveis. 

De caráter explosivo e dotado de uma noção de justiça que só a si mesmo e a seu grupo parece fazer sentido, o revolucionário de faculdade é aquele sujeito que descobriu relativamente cedo os livros e ensinamentos de Marx, e conseqüentemente Engels; e como de praxe, começou a perceber e reclamar as injustiças da sociedade moderna, dizendo que riqueza é um roubo e que a propriedade é uma exploração.  Para ele não há métodos legais de se tornar rico; se alguém é rico saibam que assim ficou por alguma trapaça ou engenhosidade maligna.

O revolucionário de faculdade dificilmente pára a fim analisar se a sua recém adquirida perspectiva social está correta ou não, sequer analisa pormenores da mesma; para ele, tudo que aprendeu na sua vida até agora foi pura enganação, só o marxismo faz sentido, só a revolução importa... Revolução essa que, diga-se de passagem, o revolucionário mal sabe como começar, sendo assim, mergulha numa sucessão de tentativa e erro a fim de alcançá-la, sendo que suas tentativas vão de invadir a reitoria da faculdade até montar sindicâncias na mesma.